No momento em que o Brasil celebra os 204 anos da Independência, o candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja (PL) aproveita a data para reforçar uma das principais bandeiras de sua campanha: a defesa de um Estado brasileiro menor, com menos gastos e maior capacidade de investimento na ponta. Com apoio a Flávio Bolsonaro (PL), ele faz duras críticas a atual gestão do governo federal.
Reinaldo sustenta que o país precisa enfrentar o crescimento da dívida pública, o aumento do custo de vida e o excesso de estruturas administrativas em Brasília. Na avaliação do candidato, a máquina pública consome recursos que poderiam ser destinados a áreas como saúde, educação, infraestrutura e geração de empregos.
Dados do Banco Central citados por Reinaldo mostram que a dívida pública brasileira chegou a R$ 10,8 trilhões em junho, equivalente a 81,9% do PIB. Nos 12 meses encerrados naquele mês, o país destinou R$ 1,16 trilhão ao pagamento de juros da dívida.
O candidato também utiliza a inflação para sustentar o argumento de perda do poder de compra das famílias. Segundo a série do Banco Central, o IPCA acumulado entre setembro de 2022 e julho deste ano chegou a 19,86%. Reinaldo afirma que a pressão sobre os preços é percebida principalmente no orçamento doméstico.
“A vida não está fácil para ninguém. O custo de vida aumentou. O que você comprava quatro anos atrás, você não compra hoje a mesma coisa. O endividamento está alto e o nosso Brasil pode mais, pode crescer mais. Só que tem que parar com essa gastança desenfreada”, declarou.
Dever de casa
A defesa de uma estrutura pública mais enxuta é apresentada por Reinaldo como uma proposta que já foi colocada em prática durante sua passagem pelo Governo de Mato Grosso do Sul. Segundo ele, o Estado reduziu o número de secretarias de 19 para 11 durante sua gestão, mantendo a prestação de serviços públicos.
O ex-governador também relaciona a redução da máquina administrativa ao desempenho econômico de Mato Grosso do Sul, destacando o crescimento do Estado e a atração de investimentos privados.
A experiência estadual é utilizada pelo candidato como argumento para defender uma reforma administrativa no Governo Federal. Reinaldo questiona o tamanho da estrutura ministerial brasileira e defende a redução do número de ministérios como parte de um processo mais amplo de revisão dos gastos públicos.
“Será que o Brasil precisa de 38?”, questionou, ao comparar a estrutura do governo brasileiro com a de outros países.
Alinhamento com Flávio Bolsonaro
No cenário eleitoral nacional, Reinaldo declara apoio ao candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro e afirma que pretende atuar no Senado em defesa das propostas apresentadas pelo presidenciável.
Entre as medidas defendidas pelo candidato estão a redução de ministérios, uma reforma administrativa, mudanças no pacto federativo e ações voltadas à redução da carga tributária e do custo de itens essenciais para a população.
Reinaldo afirma ainda trabalhar para que Flávio Bolsonaro alcance 70% dos votos em Mato Grosso do Sul. A proposta que leva às urnas, segundo ele, é de um governo federal com menor estrutura administrativa e maior capacidade de entregar serviços e investimentos diretamente à população.
Fonte: Redação
Foto: Chico Ribeiro/Ascom