A pouco mais de dois meses das eleições, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição aprovado em convenção partidária, aposta na união das forças de direita no segundo turno da disputa presidencial e defende uma agenda nacional baseada em equilíbrio fiscal, competitividade e reformas estruturais.
Em entrevista à revista Veja, Riedel avaliou que a fragmentação atualmente existente entre os diferentes grupos da direita deverá ser superada ao longo da corrida eleitoral. Para o governador, o segundo turno tende a produzir uma convergência em torno de uma candidatura capaz de reunir as diferentes correntes desse campo político.
A posição ganha peso diante da própria composição construída por Riedel em Mato Grosso do Sul. No Estado, o governador conseguiu reunir em torno de sua candidatura partidos como Progressistas, União Brasil, PL e Republicanos, formando uma ampla coalizão política para a disputa pela reeleição.
Segundo Riedel, a união construída em Mato Grosso do Sul é resultado, principalmente, da avaliação positiva sobre os resultados de sua administração. Na avaliação do governador, a convergência entre diferentes siglas ocorre quando existe um projeto político e administrativo capaz de produzir resultados concretos.
“Quando se entregam resultados, as forças políticas tendem a convergir em torno do projeto”, afirmou.
Estratégia estadual
Riedel procurou diferenciar o ambiente político de Mato Grosso do Sul do cenário nacional. Segundo ele, enquanto a disputa presidencial ainda é marcada pela divisão entre diferentes grupos da direita, no Estado sua gestão conseguiu construir uma coalizão baseada em um projeto de desenvolvimento.
O governador citou como argumentos para essa convergência o crescimento econômico acima da média nacional, a redução da pobreza extrema, a ampliação dos investimentos e os baixos índices de desemprego registrados no Estado.
A estratégia política também reforça a tentativa de Riedel de apresentar sua candidatura à reeleição não apenas como um projeto partidário, mas como a continuidade de uma administração que, segundo ele, conseguiu reunir diferentes forças políticas em torno de uma agenda comum.
Fonte: Redação
Foto: Saul Schramm/Ascom