A prática regular de atividades físicas deixou de ser apenas uma recomendação estética ou esportiva para se consolidar como uma necessidade básica de saúde pública. Em um mundo cada vez mais marcado pelo sedentarismo, pelo uso excessivo de telas e por rotinas profissionais exaustivas, movimentar o corpo tornou-se um ato de autocuidado e, ao mesmo tempo, de responsabilidade social. A atividade física é uma ferramenta acessível, eficaz e comprovada para a promoção da saúde e da qualidade de vida.
Do ponto de vista físico, os benefícios são amplamente reconhecidos: melhora do sistema cardiovascular, fortalecimento muscular e ósseo, controle do peso corporal e redução significativa do risco de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e obesidade. No entanto, limitar a importância da atividade física apenas ao corpo é um erro. O movimento também atua como um poderoso aliado da saúde mental, contribuindo para a redução do estresse, da ansiedade e dos sintomas depressivos, além de favorecer o sono e a disposição diária.
Há ainda um impacto social que não pode ser ignorado. Espaços de prática esportiva e atividades coletivas estimulam a convivência, fortalecem vínculos comunitários e promovem inclusão. Para crianças e jovens, o esporte ensina disciplina, cooperação e respeito às regras; para adultos e idosos, representa autonomia, independência funcional e envelhecimento com mais dignidade. Investir em atividade física é, portanto, investir em cidadania e bem-estar coletivo.
Diante desse cenário, defender a prática regular de atividades físicas é assumir uma posição clara em favor da vida. Políticas públicas, ambientes urbanos mais amigáveis ao movimento e a valorização do tempo dedicado ao cuidado com o corpo são urgentes. Mais do que uma escolha individual, manter-se ativo deve ser compreendido como um hábito essencial para uma sociedade mais saudável, equilibrada e sustentável.
Opinião Equipe O Mirante MS